quarta-feira, 29 de agosto de 2012




Nesta quarta-feira é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Programas para largar o cigarro são oferecidos em três UBS's da cidade.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba
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O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde como a principal causa de morte que poderia ser evitada no mundo. Nesta quarta-feira (29) é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo e nas principais cidades do noroeste paulista há programas para quem quer abandonar este vício. Do total de pessoas atendidas, 50% deixam de fumar após entrarem nestes programas.
Em São José do Rio Preto (SP), o tratamento gratuito para pessoas interessadas em parar de fumar é realizado desde novembro de 2009. Desde o primeiro serviço até o momento, cerca de 350 pessoas já passaram pelo tratamento. Desses, pelo menos 50% conseguiram parar de fumar. Atualmente, estão em tratamento outras 150 pessoas. Os serviços são prestados na UBS da Vila Toninho (Rua Maria Onofre Lopes dos Santos, 610), na do Solo Sagrado (Rua Beatriz da Conceição, 406) e na UBS do Santo Antônio (Rua Ida Tagliavini Polachini, 580).
Em Araçatuba (SP), os interessados encontram informações em qualquer unidade de saúde. Em Votuporanga (SP), um projeto de combate ao tabagismo está em andamento, mas ainda não há data para início das atividades.
Para a desempregada Dilma Paes Batista, o vício do cigarro começou com uma brincadeira. “Não foi nenhum amigo que ofereceu. Eu achei um pacote de cigarro. Fiquei brincando com o pacote de cigarro, aí resolvi abrir um e começar a fumar e fiquei viciada”, afirma.
Dezoito anos depois da primeira tragada, são dois maços por dia, totalizando quarenta cigarros que incomodam muito os filhos da Dilma. “Eles não gostam de cigarro, então eu penso neles também”, diz.
Foram muitas tentativas de parar de fumar. O máximo que ela já conseguiu ficar sem cigarro foi quatro dias. Mas Dilma não desiste. Agora ela participa de um grupo terapêutico no Centro de Reabilitação Integrado de Catanduva (SP). Na turma, outros pacientes com o mesmo objetivo: vencer a batalha entre o vício e a vontade de parar de fumar. “O cigarro tem nicotina e as pessoas usam em uma frequência muito alta. Geralmente eles fumam um maço de cigarros, que são 20 por dia. Cada cigarro, a média, são 10 tragadas. Então são 200 tragadas por dia, 200 doses de nicotina diária”, afirma a psicóloga Fernanda Lins e Freitas.
Além do tratamento psicológico, um médico também faz o acompanhamento com medicação e adesivos de nicotina, que ajudam a diminuir a dependência. “Os adesivos funcionam na maneira que a pessoa possa se sobrepor a este problema de dependência química com uma dose baixa de nicotina. Com isso ele suporta melhor os sintomas da dependência, como o nervosismo”, diz o pneumologista Renato Macchione.
O cigarro tem um efeito devastador sobre a saúde, causa envelhecimento precoce e reduz em até 40 anos a expectativa de vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é a principal causa da morte que poderia ser evitada no mundo. São seis milhões de pessoas que morrem por ano por causa do vício. “O cigarro envolve todos os órgãos, todos os sistemas, todos os tipos de câncer, problemas digestivos, circulatório, dentário e também compromete toda a família”, diz o pneumologista.
Estas complicações são causadas por mais de 4.700 mil substâncias cancerígenas que compõem o cigarro, muitas venenosas, como o chumbo, a amônia e a naftalina.
O tratamento no programa de combate ao fumo dura um ano e é oferecido em 15 cidades da região de Catanduva. Cerca de 40% dos pacientes que entram no projeto ficam livres do cigarro.
O recepcionista Edmílson Souza Guimarães está entre esses vitoriosos. Depois de quase 30 anos, há cinco meses, ele redescobre os sabores, os cheiros, a vida. “O paladar melhora bastante, o olfato, o cheiro. A convivência, você não tem mais aquela catinga de cigarro no seu corpo. Então melhora bastante a vida”, afirma.
Vale lembrar que há três anos uma lei proíbe o fumo em locais fechados, como restaurantes, lanchonetes e bares em todo o estado. Os fiscais da Vigilância Sanitária realizam inspeções para verificar o cumprimento da lei.

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