Campanha conscientiza sobre mal de Alzheimer
Uma doença que, infelizmente, avança sem controle e ainda é tratada pelas autoridades mundiais sem a importância merecida, o mal de Alzheimer finalmente ganhou uma campanha de alerta e esclarecimento, que começou pela Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer (Apaz). A ação da entidade é parte de uma campanha promovida neste mês de setembro, quando é comemorado o Dia do Alzheimer, no dia 21.
A doença de Alzheimer se caracteriza por “um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas” (Alzheimermed). Também são considerados sintomas do mal as mudanças de personalidade e da capacidade de julgamento.
A estimativa da Apaz, cuja sede é no Rio de Janeiro, é que 6% dos 15 milhões de idosos no país sofram com a doença. Quando um parente adoece do mal de Alzheimer, toda a a família adoece junto. Portanto, há que prestar maior atenção ao problema que aumenta cada ano, em todo o planeta. Campanhas de conscientização são tão fundamentais quanto àquelas relacionadas ao câncer ou à Aids e doenças sexualmente transmissíveis.
Mesmo sem perspectiva de cura – apesar dos estudos cada vez mais avançados em países cientificamente desenvolvidos –, o tratamento contra o mal de Alzheimer torna mais lento seu avanço, permitindo que o paciente sofra menos. Hoje, o tratamento com medicamentos é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde recomenda manter a mente ativa por meio da leitura, jogos de memória, exercícios de lógica e atividades sociais em grupo. O assunto é relevante e precisa ser levado a sério. O Alzheimer afeta cerca de 36 milhões de pessoas em todo o mundo e, segundo aOrganização Mundial de Saúde (OMS), esse número vai dobrar a cada 20 anos.
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